Do século XII ao XXI
O que Espinosa gostaria de ouvir
É impressionante como pensadores como Espinosa, Descartes,
Giordano Bruno e Erasmo de Rotterdam descobriram e defenderam, por vezes com a
própria vida, verdades que continuam despertando o interesse da humanidade.
Poderiam essas verdades dar um novo sentido à nossa vida?
Séculos depois, publicações sobre Espinosa ainda alcançam
grande repercussão nas redes sociais. Seu pensamento permanece atual e continua
atraindo leitores.
Verdades que atravessam os séculos
Ao viajar pelos livros até tempos remotos, impressionou-me
perceber o encantamento que essas ideias exerciam sobre seus defensores. Mesmo
excomungados ou ameaçados por instituições religiosas, eles não as negaram,
pois não admitiam viver sem aquilo que reconheciam como verdade. Era a morte
para eles.
Afinal, que verdades são essas?
São verdades metafísicas, relacionadas a questões que
acompanham a humanidade e que exigem do ser humano um movimento de reflexão
interior:
·
Deus, a existência e a morte;
·
o espírito e o mundo metafísico;
·
a alegria e o sentido da vida;
·
o conhecimento de si mesmo.
Deus, natureza e ciência
Aprecio profundamente essas verdades.
Entre as formulações que Espinosa talvez gostasse de ouvir,
destaca-se a de González Pecotche, no século XX: “Deus é o eterno, a
imensidão, a sabedoria e o amor.”
Quando Espinosa afirmou que Deus era a natureza, foi
excomungado. Sua concepção de Deus era muito mais ampla do que aquela
apresentada pela religião de seu tempo.
Outra declaração de González Pecotche que Espinosa talvez
apreciasse afirma:
“Deus criou a Ciência Universal, a verdadeira
Ciência, e ensinou, nos processos da natureza, a Ciência viva da Criação. A
Ciência da Criação está incorporada na arquitetura do Universo. É por
isso que González Pecotche faz Deus presidir em Sua ciência, a Logosofia,
porque tudo é ciência onde há
verdadeira sabedoria.”
Conhecimento, eternidade e evolução consciente
A preocupação com nossa eternidade atravessa os séculos.
Sobre esse tema, González Pecotche afirma: “O conhecimento é a substância eterna que, quando assimilada, permite ao
homem experimentar a sensação do eterno.”
Espinosa abordou temas como a mente humana, os pensamentos,
as limitações a serem superadas e as novas concepções que surgem quando
voltamos o olhar para nós mesmos. No entanto, não chegou a desenvolver um
método para ensinar esse processo.
Talvez ele se alegrasse ao saber que a Logosofia utiliza esses
conhecimentos extraídos das profundezas do Universo, para ensinar o ser humano a
evoluir, a aperfeiçoar-se e, pelo exemplo, a contribuir para a construção de
uma humanidade melhor.
O mundo transcendente e o acesso ao
conhecimento
O mundo transcendente e seus conhecimentos sempre existiram,
mas poucos souberam como acessá-los. Entre esses grupos, destacam-se os
egípcios e, de modo isolado, alguns seres humanos ao longo da história.
Um convite ao conhecimento de si mesmo
Venha conhecer a Logosofia e aproximar-se das verdades que
tantos pensadores tentaram explicar, muitas vezes ao custo da própria vida.
Verdades maravilhosas!
O conhecimento de si mesmo, a evolução consciente, a
superação das próprias deficiências e a busca pela alegria são temas que
imortalizaram Baruch Espinosa e outros grandes pensadores.
Surge agora a oportunidade de se viver internamente essas verdades e transformar a própria vida em alegria, em vibração, em lucidez e menos medo e temor. em valentia.
Paulo Roberto Pinheiro de Menezes
