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domingo, 25 de maio de 2014

O Livro Mágico.


Era o ano de 1096 depois de Cristo.

Toda a Europa Ocidental estava em turbulência porque surgiu a ideia e já haviam muitos adeptos, de seguirem para a Palestina considerada a Terra Santa.
Havia muita pobreza e, sem opções, era a salvação do momento para os cristãos.
Sem dinheiro, atacaram os judeus próximos para arrecadarem valores que financiariam a “viagem”. Chegando lá, desalojariam e matariam os muçulmanos que eram os habitantes locais.
Eu,dentro do meu casebre, nos meus pensamentos, não tinha nada a haver com isso e, no meio da ebulição do meu Vilarejo onde estavam todos sendo convocados, fugi!... fugi mesmo... por uma estradinha que seguia próximo a um rio no meio de um bosque.
 Ia procurando esquecer as atrocidades que vi. A bem da verdade muitos não queriam participar, mas eram aterrorizados pelos reis e pelo clero... tudo absurdamente em nome de Deus.
Segui andando com pavor de ser descoberto e capturado. Que tristeza! Chorei muito. A solidão. Larguei parentes, amigos e conhecidos. Como sobreviveria?
Gritei muito ali, no meio do campo, sozinho:
“Porque me deram uma vida"? Para isso? O inferno deveria ser mais agradável.
Virei uma curva e, para meu espanto, sentado embaixo de uma árvore, estava um ancião.
Aproximei-me com cautela...e ouvi com firmeza: -“Sente-se aqui porque já li seus pensamentos”.
Aquilo foi como um bálsamo numa ferida e, sem mais, sentei-me. Alguém sabia do meu sofrimento.
Perguntei quem era e não respondeu, mas olhou-me de tal forma significativa que tive a impressão que ele tinha milhares de anos e senti um amor que lhe envolvia.
O ancião portava uma bolsa que tinha dentro uns escritos numa espécie de papiro.
Curioso, perguntei o que era.
- “É um livro do futuro”. Não posso divulgar nessa época porque não será útil, porém esperarei mais 1000 anos. No ano 2000 D.C continuarão as barbaridades, mas haverá espaço mental na mente dos seres para os pensamentos desse livro.
-“No tempo universal 1000 anos são alguns minutos e os grandes resultados para o bem da humanidade aparecerão entre os anos 2000 e 3000 DC”.
Falei-lhe que aquilo era uma utopia, uma loucura e que me deixasse lê-lo.
Quando prestei mais atenção, vi que os escritos tinham um brilho e pareciam vivos! Dariam para muitos volumes.
O ancião vendo a minha observação esclareceu que era verídico o que vi porque aqueles conhecimentos provinham do Universo Eterno e da Imensidão e essa sabedoria cósmica continha energia.
- “Um parágrafo para eu ler, por favor pedi!... O que, logo a seguir, não me foi negado.
Li e não entendi direito e recebi a explicação:
“A energia está nas entrelinhas”. “Pense em fazer o bem a si mesmo e aos demais com o que leu”
Assim agi. Com grande assombro minha ação atraiu a energia dos escritos que se consubstanciaram comigo e essa força aliviou imediatamente minha vida e comecei a entender o passado, o presente e o futuro da humanidade.
Senti-me com mais ânimo e lucidez. Ocorreram idéias para me safar dos problemas que vinham ocorrendo na sociedade dessa minha época, século XI, onde vivo.
Tanto é que escapei....afinal estou aqui vivo em 2014 DC.
Aqui termina a lenda com algumas interrogações.
Onde está o livro que seria publicado por volta do ano 2000?
Existe o livro com sua força extraordinária que eu mesmo senti?
Agora a pouco, quando iria concluir esse relato, apareceu-me o Ancião, aquele do ano de 1096 e solicitou-me que tivesse paciência.
- “O que lhe falei há mil anos cumpriu-se”. Haverá uma significativa melhora ética, moral e espiritual.
Disse-me ainda: “A humanidade está cética, mas despertará...deixe correr mais alguns anos e verá...”
Sendo lenda ou verdade, existe o livro.

Paulo R P Menezes.

terça-feira, 22 de abril de 2014

A Eternidade e a Pré- História humana.

Retrocedemos 500 mil anos terrestres. Aí incia a estória.
Não há religião. Existe Deus.
Eu e você fazemos parte de um grupo de uns 30 seres. Homens, mulheres e crianças.
Vida dura.Planeta vulcânico feroz. Imensos animais. Grandes tempestades.
Moramos numa caverna junto a um maravilhoso vale ao longo de um rio.
Apesar desses perigos não temos opção. Sairemos para caçar logo que o dia clarear.
Não sabemos falar direito, mas pelas expressões faciais nos entendíamos perfeitamente.
Algo em nós vinha mudando.Nossa inteligência vinha crescendo. (*)
Era costume antigo abandonarmos quem ficasse doente. Cuidar dele poderia significar a nossa morte, pois tínhamos que retornar à caverna antes do anoitecer. Se algum morresse ficaria largado no caminho, sem mais e seria devorado pelas feras.
Um fato excepcional ocorreu. Fato histórico.
Hoje, eu e você, enterramos pela primeira vez no planeta Terra, um dos nossos que morreu na luta contra um animal. Não foi abandonado como era hábito há milhões de anos.
Fizemos um buraco e lá colocamos o companheiro e todo o grupo reuniu-se em volta por um instante, como uma reverência ao que se foi. Houve uma imensa razão fantástica para esse acontecimento.
Marcamos o local com uma pedra para voltar ali quando quiséssemos visitar o túmulo.
Fomos embora.
Com o advento da consciência individual na época (**) mostrando que tínhamos vida interna e sentimentos, olhamos um para o outro, eu e você, e ficou expresso nas nossas fisionomias o que tínhamos compreendido dentro de nós mesmos, recentemente e pela primeira vez através dos séculos:
"Nós dois jamais abandonaremos os seres que aparentemente apenas viviam, mas sabemos que continuam existindo através da eternidade". Continham já em vida a eternidade mesma... Como nós dois.

Paulo R P Menezes.
(*) Blainey.
(**) Pecotche.

terça-feira, 8 de abril de 2014

A NAVE IMATERIAL EM QUE VIAJAMOS


A história  é uma viagem incrível, mas não se iluda: contém fatos reais.

Enquanto você  lê esqueça que tem um físico, um corpo. Esqueça mesmo!

A partir de agora somos todos entidades imateriais vindos da imensidão do eterno, do espaço e nos aproximamos e sentimos ao longe o planeta Terra. Imagine assim.

Cada um de nós tem a sua nave imaterial composta de sua consciência, sua mente e seus sentimentos. Os conhecimentos que temos na consciência são uma espécie de asas que nos impulsionam nessa parte fantástica do Universo não físico.

Então não se preocupe porque mesmo sem corpo temos uma mente que pensa, temos os “olhos” da inteligência e “as mãos” do entendimento. O nosso sistema sensível também com suas faculdades captam as sensações desde a maior alegria até a mais profunda tristeza. Vejam que todo o nosso equipamento é de essência imaterial também.

A Terra está se aproximando.

Tenho que constantemente lembrá-los que não nos interessa o planeta fisicamente, pois não temos físico e só “vemos” com nossos órgãos já descritos que enxergam apenas o invisível.

Em certo momento paramos no espaço extasiados e captamos que envolve esse pequeno grande mundo um imenso ambiente mental "visível", como disse, aos olhos da inteligência e sentido pela faculdades sensíveis que nos compõem.

Com assombro percebemos logo que “ nesse planeta imperam os pensamentos”, entidades psicológicas vivas que dominam os humanos. 
São os imperadores.
Sem corpo, começamos a ver o invisível que ninguém no planeta vê com clareza.
 Com certa decepção constatamos que predominam os maus sobre os bons em larga escala e dessa distância comprovamos o pior: os pensamentos maus estão disfarçados de bons e é assim que sobrevivem. Sem serem descobertos pelos seres, estão nesse ambiente há milhares de anos do tempo terrestre.
Daí não é difícil deduzir a confusão existente no planeta: ninguém se entende!
Fizemos outras observações vendo a Terra de certo ângulo mais próximo:

Os seres civilizados que compõem lá as civilizações estão desaparecendo independente de sua classe social.
Em níveis mais baixos,vimos que impera a brutalidade e a violência desenfreada que muitas vezes  atinge quase a todos.
Vimos uma dificuldade em conviverem: Nem entre países, nas famílias e nem individualmente uns com os outros.
“Vivem mal internamente”. Avança a indústria dos “anti-depressivos”como denominam na Orbe.
É um planeta com teorias filosóficas confusas, disse um finalmente.

Então  alguém transmitiu: “Breve estaremos lá como seres humanos de carne e osso”.

Como escaparemos dessa verdadeira teia que envolve o Globo?, um outro perguntou. Seremos iguais a eles novamente?

Começamos então a fazer um plano, pois vimos que ainda existia pouca coisa boa e um de nós afirmou:

- “Diz uma lenda que apesar da atmosfera mental terrestre viciada, alguém estava introduzindo nela conhecimentos superiores emanados da Criação para mudar os rumos e retornar a evolução moral, ética e espiritual que vem decaindo".

A ideia é nos apoiarmos e fazer crescer dentro de nós certos valores imprescindíveis para vivermos melhor e mais felizes, pois, do fundo do Universo ouvimos um canto que dizia: "A vida é uma das coisas mais importantes que existe na criação." É fundamental eliminar os pensamentos negativos que atacarão e preenchê-la com o bem. É  a premissa para valer a pena continuar existindo em direção ao Criador"

Enfim caro leitor em breve seremos humanos.... como você encararia essa situação novamente?

Voltando a ser da espécie humana e sabendo que logo deixará de ser e voltará a viajar pelo espaço mental, o que lhe ocorre pensando na tão importante vida?

Paulo R P Menezes.

PS:  Qualquer semelhança com alguma filosofia é mera coincidência.
      








quarta-feira, 12 de março de 2014

Considerações sobre a Ignorância.


                                                         Considerações sobre a Ignorância.
A ignorância é o que se desconhece.
O significado que dou ao ignorante é na acepção correta do termo: não saber algo. Nunca como um xingamento ou um termo para diminuir alguém. Eu sou o primeiro a me incluir.
Para ser grande, o que é necessário? Ser pequeno simplesmente. Então a qualquer momento podemos modificar a vida para uma posição melhor.
O que o ser humano sempre buscou nessas centenas de séculos? O saber. A Sabedoria. Afastar-se da ignorância que sempre lhe “atormentou, entristeceu e desesperou” (1).
O saber lhe exigiu sacrifícios, esforços, provas de paciência e constância.
Desde épocas remotas o homem correu atrás do saber buscando onde sua imaginação, intuição ou pressentimento o levavam.(1)
Avançou na área da ciência e da tecnologia conseguindo resultados inimagináveis.
Descobriu os segredos do átomo do Silício e da energia termonuclear fabricando armas mortíferas, “mas para sua desventura perdeu de vista o caminho que levaria a presença do seu Criador” (1). Essa é a parte ignorante humana.
O fato mais eloquente que comprova essa afirmação é o caos moral, ético e espiritual nessa época em que vivemos, apesar do avanço científico. Perdemo-nos no Caminho. Preciso falar de nossos políticos?
As tentativas humanas de chegar ao topo da sabedoria em matéria de filosofia, religião, nas artes e etc, não resolveu o intrincado problema existencial de todos.
Sabemos tanto por um lado...e nada pelo outro: não sabemos viver! É assombroso o desacerto humano em todas as áreas! Qual a causa que não conseguimos captar?
Para não prolongar em tão complexo assunto afirmo que escapou da sabedoria humana o conhecimento de si mesmo, do mundo metafísico e por incrível que pareça, o conhecimento de Deus. Incrível porque nos achamos protegidos e íntimos de Deus, mas pela situação geral, parece que não é bem assim...
Quem disse que não fará parte da nossa Sabedoria em breve, sentirmos dentro de nós mesmos, sabermos com certeza absoluta, da mesma forma que recordamos que estávamos vivos ontem, que, além de vivermos, nós existimos eternamente?
Quem disse que não fará parte da nossa Sabedoria, no futuro sermos mais gentis, afáveis, cordiais, mais gratos, respeitosos, alegres em vez do mau humor, irritabilidade e violência generalizada?
Voltarei nesse tema. Penso que existe uma ignorância milenar a se preencher com uma sabedoria que se desconhece. Não no mundo físico, mas na parte imaterial do Universo.
Convido a todos pesquisar comigo.

Paulo R P Menezes


(   1)    Créditos. logosofia.org.br.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O Humano e o Divino. O caminho da Vida.


O Humano e o Divino. O caminho da Vida.

                                                             
                                                                          A misteriosa montanha  e  Caminho da Vida

                                                                          Da infância à juventude... Uma planície!
                                                                          Na vida adulta ... o caminho fica íngreme!
                                                                          Difícil de andar e subir.
                                                                          Lá ao longe...na montanha...
                                                                          Vê-se os que se agarram ao solo resvaladiço    
                                                                          Para não despencar ribanceira abaixo...
                                                                          E avançar penosamente no caminho da Vida.

"Essa estória é uma ficção. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência".

Quando me dei conta, já estava no "caminho". Era o Caminho da Vida onde todos nós entramos, trilhamos  e, inexoravelmente sairemos.
No início despertou em mim observar a natureza humana da qual fazia parte e senti uma espécie de decepção por achá-la tão frágil e por estar vivendo num planeta tão inseguro.
Foi desagradável ver que existia a morte que levava embora ricos ou pobres, adultos ou crianças e quem sabe a mim, prematuramente?
Senti  enquanto andava uma fraqueza na minha psicologia e também em muitos, fraqueza manifestada por defeitos, e, sem querer me estender, desconhecimento do por quê desse caminho.

Em resumo: Essa era a Natureza Humana e afinal onde vim parar.

Por outro lado havia o Divino, um Deus que eu deveria adorá-lo, falar com Ele e que me daria proteção total para meu presente e futuro nesse andar.
Os que marchavam comigo se achavam íntimos de Deus, porém pelos fatos que ia observando parecia que não havia proteção alguma.
Muitos já cansados pediam melhoras que quando vinham pareciam pequenas migalhas de pão. Quase nada! Mesmo assim espalhavam aos quatro ventos que eram protegidos!
Afinal além de frágil ser humano, eu era um pecador...então o melhor era não desafiar o Todo Poderoso porque eu poderia ser colocado em um lugar pouco atraente...o inferno.
Deus estava fora de mim, no alto e longe.
Vi tantas coisas ruins que cheguei a pensar que Deus abandonou esse Mundo.
Outros me disseram: O inferno é aqui! Na Terra!

Esse é, em síntese o quadro desalentador da vida que constatei na época.

Um dia cruzei com um ancião desses que parecem que orientam as almas há centenas de anos que disse-me: - “Segue por ali!
Era uma variante. Encontrei  logo uma placa luminosa que dizia:
“Todo ser contém na sua constituição  uma natureza humana e uma natureza divina”
Fiquei curioso. Não entendi, mas chamou-me a atenção e segui nessa variante.

(Um adendo: Se você tem filhos ou netos, vai ter a oportunidade de ver neles a nossa natureza divina manifestada na graça, na pureza, na inocência dessas criancinhas e, como diz minha filha Diana: “nunca vi tanta fofura” nesses pequeninos)

Continuando:
Dois km depois apareceu um outro luminoso:
“A sua natureza humana vive. A sua natureza divina existe porque é uma partícula de Deus” Você vive e existe.
Outros andavam próximos a mim nessa nova rota e, atônito constatei que sabiam transformar ladeira em planície!
Alguns adquiriram o poder de voar por cima de obstáculos e se os viam lá na frente em fração de segundos!
Vendo meu assombro eles se viraram na minha direção e exclamaram:
- “Aquele guia que você encontrou vem nos ensinando “transformar em fáceis as coisas que aparentemente são difíceis” (*)

Os tempos passaram...

Entrei na trilha da vida com uma imagem ruim e vou sair com outra animadora porque consegui entendê-la em pequena parte.
Eu e você não somos tão fracos assim.
A novidade: Somos mesmo compostos de uma natureza humana e outra divina.
Essa natureza divina é uma partícula de Deus que temos dentro. É Deus mesmo, daí termos a imortalidade e a  grande energia do Universo dentro de nós
A medida que somos melhores, nos aperfeiçoamos e evoluímos sentimos emergir de dentro a nossa natureza divina. Aproximamo-nos “Dele”. É questão de nos tornarmos merecedores dessa força e usá-la para fazer o bem.
E assim vão desaparecendo, os problemas o vazio, os temores...

Fim da estória fantástica...ou História?

Paulo R P Menezes.
(*)crédito sobre as concepções emitidas: vide logosofia.org.br.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Algo inteligente sobre a depressão e problemas

CARTA DE PAULO GALVÃO PARA A AMIGA RUTE.

Minha cara Rute,
Você deve estar desorientada pela inexperiência em lidar com depressões, mas — se isso te servir de algum consolo — depressão é a doença do século XXI. Um número cada vez maior de pessoas tem sido vítima desse problema sério.
O importante é, primeiro, resistir à fase aguda, pois ela pega o sujeito de surpresa e, pela inexperiência, a gente fica atordoado e costuma perder a orientação. Conheço pessoas que largaram tudo o que estavam fazendo, inclusive parando estudos universitários quase findos, porque de repente foram tolhidas pela depressão.
Vou tentar lhe passar algum elemento de ajuda. No livro "Deficiencias y propensiones del ser humano", González Pecotche assim começa o disgnóstico de uma propensão que leva fatalmente à deprê: a propensão ao desalento que, ensina ele, "cunde en el ser por fracasos o reveses reiterados". Acho que o seu caso é de um revés único, porém muito violento e repentino.
Também nos diz Pecotche que ela "se manifiesta como incapacidad del sujeto para afrontar situaciones penosas, sumándose a ello la incomprensión de lo que le sucede, cuyas causas a menudo presume ajenas a sus culpas".
Em geral as pessoas se acham muito fortes — quando estão bem. Porém basta que algo ruim lhes aconteça de manhã cedo para logo exclamarem: "Estragou meu dia!" Pense bem o que ocorreria se o problema fosse sério mesmo. Na verdade, o principal inimigo está dentro de nós: a incapacidade para enfrentar situações penosas, para resistir e buscar dentro de si mesmo a força para arrojá-las e vencer na luta.
Nós temos uma capacidade moral que só aparece mesmo nos momentos mais difíceis, quando descobrimos que nossos recursos eram muito maiores do que pensávamos. Por que criar obstáculos ao surgimento deles quando necessitamos encontrar a força moral dentro de nós mesmos?
Nesse momento, acho que o mais importante é mesmo resistir, reunir forças para, passado o susto inicial — a fase aguda —, você conseguir reagir com a cabeça erguida.
Também é importante nunca pensar nesses intervalos de tristeza profunda. "Pensar" significa, nesse caso, trazer à mente seus principais propósitos, criados pela função de pensar, e tomar decisões a respeito deles. Se a pessoa pensa em seus propósitos nestas situações, nenhum deles lhe parecerá válido. Conheço um rapaz que estudava Engenharia no último ano, e largou tudo quando perdeu sua mãe; uma moça que estudava Letras na Federal, já quase no final do curso, também trancou a matrícula por causa da depressão que lhe destruiu o ânimo. Nesses momentos, como ensina González Pecotche: "La inclinación del ánimo al desaliento invalida un tanto la faculdad de pensar y oprime la sensibilidad, privándola de una de sus manifestaciones más bellas: la que hace reverdecer las esperanzas y mantiene vivo el anhelo de un futuro mejor".
Meu conselho, então, é que agora você não tome nenhuma decisão que comprometerá seu futuro. Você deve se concentrar numa coisa apenas: resistir a esse "tsunami", diminuir seu tamanho, até torná-la uma onda comum. Para isto você vai precisar de muita paciência.
Como lhe disse, o importante é não aumentar o problema, mas diminuir seu tamanho. Infelizmente, existe outra propensão denominada "Ao desespero", descrita por Pecotche também. Em um parágrafo ele ensina:
"Acompaña por lo general al propenso un pensamiento obsesionante que le hace ver todos sus males como irreparables y sus problemas imposibles de resolver. Este sujeto revela impaciencia, inseguridad y gran descontrol mental, factores éstos que confluyen en desasosiego, cuyo escape es el estallido nervioso. Llegado a este punto crítico, el afectado acusa un sensible debilitamiento de la voluntad".
As pessoas que se desesperam e desistem de tudo nas fases depressivas foram tomadas por este pensamento terrível: a propensão ao desespero. É preciso impedir que ele atue nestas situações de grande sofrimento.
Sei que não é fácil enfrentar uma depressão tão violenta como esta que te acossa no momento, mas ofereço minha ajuda para lhe transmitir tudo que conheço a respeito dessa doença.


Um abraço do amigo, Paulo Galvão
(*) foram mantidas as citações do livro em questão em espanhol que é o idioma original.