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quarta-feira, 7 de junho de 2017


A   vida  e  seus  mistérios.

Até o  final  da minha  adolescência tudo decorreu tranquilamente. Sinceramente vivia num mundo maravilhoso. Nada sabia da vida em profundidade. Eu e todas as crianças éramos imortais e ponto final. A partir daí, na juventude, começaram a descortinar outras realidades.
A primeira, era que a vida era passageira e a minha também. Desagradável, não? Finalizou assim, muito a contragosto, a tal imortalidade  que eu sentia.
Logo, percebi, que estava num mundo,diria, patético.
A ciência e a tecnologia avançadíssima e o ser humano, atrasadíssimo.
Fiquei muito inquieto porque me deu um vazio interno.
O atraso estava dentro de mim também! Tinha muitos defeitos.
Além  de tudo, eu ainda tinha problemas existenciais!
Fechou-se assim uma época da minha vida com poucas respostas e muitas dúvidas. Como eu era jovem e estudava ainda, juntando com as diversões, viagens, as namoradas, dava para ir “enganando” a vida, enquanto o tempo avançava.
DE FRENTE AOS ENIGMAS
Em determinado dia da juventude pensei que não queria morrer sabendo tão pouco.
Como sempre fazia, olhava o céu, as estrelas, esse universo maravilhoso que me levava a ter sensações fantásticas.
Que incoerência enigmática! Um universo assombroso e uma vida no planeta decepcionante. Os seres não se comportavam bem. Eu também.  Independente da classe social.
Todo esse quadro era muito misterioso e não conseguia entender essas tremendas incoerências.
Daqui para a frente, o meu relato pode ser lenda ou verdade ou até um sonho muito bom.
No meu andar pelo grande caminho do mundo, encontrei um filósofo.
Afirmou-me, antes de mais nada , que seus conhecimentos, não tinham relação alguma com tudo o que tinham ensinado à humanidade através dos séculos,  pelas filosofias, religiões e ciências.
  Seguiu dizendo: “Eram conhecimentos do mundo imaterial, diretamente das fontes imateriais ou metafísicas, como queiram chamar. Tinham origem no profundo da Criação.
E continuou a explicar, segundo eu entendi: “ Os conhecimentos materiais da engenharia, da medicina, da informática, das filosofias fizeram avançar o mundo tecnicamente. O ser humano, apesar dessa tecnologia ficou perdido no Universo sem nada entender.
Urge  a necessidade de novos conhecimentos! Expressou finalmente.
Perguntei-lhe por que.
Informou-me que existia uma sabedoria que regia  o Cosmos,  imaterial e invisível, desconhecida ainda no planeta Terra.
Afinal, qual é essa Sabedoria, quais são os mistérios, quais são os enigmas que envolvem nossa vida?
O sábio foi direto ao assunto.
Deus: Deus da imensidão, da sabedoria, do eterno e do amor. É um Deus acima de tudo...da cultura, das religiões e das filosofias. Não divide os seres...é um Deus da Humanidade.
Está dentro de nós TAMBÉM e tem seu altar em cada coração humano.
Vida física: É um caminho físico.  Hoje nasceram 240 mil seres e morreram 150 mil. Nem rezas, nem implorações... Nada muda essa realidade. Impressionante!
Tem a vida psicológica. Essa pode ser modificada. A vida é um caminho da evolução que pode ser realizado dentro de nós.  Entra-se nele com defeitos  e pode-se ir criando virtudes, vivendo melhor e com mais sabedoria.
Parece lógico querer realizar esse trajeto da vida, o melhor possível.
É o Caminho da criatura em busca do criador através do próprio aperfeiçoamento 
Existem os perigos nesse andar: O labirinto das suposições ilusórias, dos preconceitos  e do engano disfarçado de verdade . Os nossos próprios defeitos também    são um  deles.
Evolução e decadência: Quando eu tinha 20 anos meu sonho era mudar o mundo e tinha esperanças de um mundo melhor. Passaram-se 50 anos e o mundo piorou muito!
Ninguém avisou e nem sabiam  que havia uma decadência da cultura ocidental. 
Se soubessem dessa decadência, a ONU, as Nações Unidas, as ONGs , os Órgãos Governamentais teriam tomado providências. O que não sabiam também é que a referida  decadência estava dentro de nós. Daí nossos males e nossas infelicidades e temos a oportunidade agora, com a visão clara, de reverter essa situação.
Conhecimento de si mesmo: (não é delegado a terceiros e nem a intermediários. Tarefa de responsabilidade de  si mesmo). O enunciado sobreviveu 2500 anos sem se realizar. Não havia conhecimentos suficientes para empreender tal tarefa com segurança.
 As Leis Universais. Governam o universo físico e metafísico. São a vontade de Deus. Lei de Evolução, de correspondência, de Causa e Efeito e muitas mais. Quem controla os erros e acertos? Vejam um mero exemplo; Na atualidade os corruptos estão caindo...quem genialmente está por trás? Forças originárias  das tais Leis universais?
Espírito. O caos espiritual que a própria humanidade alardeia que existe demonstra a desorientação sobre a realidade do espírito.
O Espírito sustenta o ser nas calamidades que lhe acontecem na vida.
 Que presença de espírito!, exclamam muitos quando terminaram suas energias e surge uma força estranha que lhe sustenta em situações extremamente difíceis. Então é algo grande e fantástico.
Não é algo, como disse,  que vai atuar quando nós morrermos, pelo visto. Quer fato mais enigmático?
O motor que leva o ser humano para o bem. Esse é o espírito que vive em nós!

Enfim, os grandes mistérios da vida.
A vida é grandiosa e insuspeitável.
Se algum desses temas lhe interessam, convido-lhe para um Workshop, aqui em São Paulo, à Rua Dr Chagas Santos, 594, no dia 08 de julho, sábado, das 16:30 h até ás 18 horas , no auditório da Fundação Logosófica.
Imperdível, pois todos poderão se manifestar sobre esses assuntos 
A vida é isso aí ...ou tem algo... oculto... imensamente maior?


Paulo R P Menezes.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Paradigma: Por que não posso ser meu próprio psicólogo?


Paradigma: Por que não posso ser meu próprio psicólogo?
Paradigma tem inúmeras definições.
A que mais gosto:  “Modelo ou padrão a seguir”. Do grego paradigma, algo que vai servir de modelo ou exemplo a ser seguido”.
“O paradigma é um princípio teoria ou conhecimento originada em um campo científico. Uma referência inicial que servirá de modelo para novas pesquisas”.
Vivo, dia e noite, dialogando comigo mesmo.
Nem todos os meus pensamentos, reconheço, são bons.
Aconselham-me a realizar coisas ruins.
Eles vencem muitas vezes, com suas argumentações malévolas e me colocam em situações difíceis que fazem me arrepender depois.
Aí é que começa o mistério. Como é possível ter dentro de mim forças que me levam a fazer atos contra a minha vontade.
Quantas vezes lamentei por não ficado calado!
As vezes, nem amanheceu. Acordo de madrugada e sou interpelado por "algo", no meu mundo interno,  que pode ser agradável ou me tirar o sono. Quando não é bom... hora ruim de conversar. Então determino: Não quero conversar! Não adianta.
O “elemento” continua falando e é duro voltar a dormir.
Acordei e me levanto. Mil atividades  a fazer.
Todos os “elementos” se aglomeram na minha mente e cada um querendo ser atendido em primeiro lugar. Tudo é urgente. Vou ficar louco.
Assim não dá. Tenho que organizar minha mente ou vou ter um stress. Mais  a gritaria continua: Eu primeiro!
Observando mais...os “elementos “parecem alienígenas porque tem vida própria com argumentos contundentes.
Então em resumo, não é Paulo dialogando com Paulo. É Paulo versus personagens que querem impor suas “vontades” contra, inclusive a minha vontade.
Encurtando a história, meu mundo interno é um campo de batalha. Sou eu querendo que prevaleça elementos do bem, tais como a bondade, o afeto, a generosidade, a afabilidade, a docilidade e os personagens do “mal”, dizendo assim,  inteligentes e persuasivos querendo a vontade deles: a irritabilidade, a violência, o desentendimento com os demais,  tornando-me pessimista e outros me desanimando frente a vida.
O mundo avança em função de conhecimentos, seja na medicina, informática ou engenharia.
No mundo da mente humana,  o conhecimento genial é que os pensamentos negativos são entidades  independentes  que tem vontade própria opostos a minha vontade.
Leve isso bem a sério.
 É chave importante para ser um iniciado no conhecimento de ser seu próprio psicólogo.
Experimente essa realidade.
Urge que tenhamos um psicólogo dentro de nós mesmos. Será que o psicólogo é a nossa consciência arbitrando o que é o bem e o mal?
Não é importante ampliar e despertar nossa consciência com conhecimentos superiores?
Esse conhecimento apenas, vai mudar e vai lhe introduzir no conhecimento de si mesmo. O sonho de Sócrates e da evolução humana.
Com conhecimentos superiores adequados, capacito-me para neutralizar meus males com liberdade e independência.



Paulo  R P Menezes.
Vide: "Os pensamentos" em logosofia.org.br

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Reflexões sobre frases famosas: “COM TODO O OURO DO MUNDO NÃO ALCANÇARÁS PAGAR UMA SÓ DE SUAS DÍVIDAS”. Raumsol.


As dívidas são erros e desacertos que se cometem contra si mesmo, aos demais e ao Universo.
É um contrassenso pensar que o mal que se faz ficará impune.
Não é prudente pensar que se consegue enganar o Universo
É bom lembrar que o Cosmos não é subornável.
Recorda que a humanidade, apesar de viver pedindo perdão, não foi perdoada. Vide o sofrimento, a angústia disseminadas em todo o planeta. Se houvesse o perdão os tempos seriam outros. Haveria mais alegria e felicidade.
As sanções e correções das Leis universais afetam pobres e ricos, famosos ou anônimos.
Porém tem o outro lado da moeda.
Com a descoberta e conhecimento das Leis universais no mundo físico,  o avanço foi imenso. Vide as leis da gravidade e do eletromagnetismo onde nos fizeram chegar.
Hoje compreendemos fenômenos importantes desde o mundo dos átomos até enigmas misteriosos das galáxias.
Conclusão obvia: É melhor conhecer as leis. No amparo dos seus princípios vai-se à Lua, criam-se computadores e aparelhos da medicina realizam diagnósticos maravilhosos e mágicos comparados com há cem anos.
É simples: Atire-se do alto de uma montanha e será sancionado. Foi-se a vida. Atire-se de paraquedas e será amparado, pois esse equipamento exige que se conheça as leis que regem a Criação física
Por outro lado, não podemos deixar de levar em consideração algo que ficou oculto na poeira dos tempos.
O criado divide-se em duas partes: a física e a metafísica.
O mundo interno humano e toda a criação imaterial, tais como pensamentos, sentimentos, a mente humana, as virtudes, os defeitos, a consciência, o espírito, tem leis universais que governam esse mundo também. A raiva, a irritabilidade, o rancor, assim como o amor, a generosidade, o afeto, a amabilidade fazem parte desse mundo não físico onde escapam aos cinco sentidos físicos.
Esse mundo imaterial e invisível aos olhos físicos, mas captados pela inteligência humana, também é regido por leis universais.
Quais são elas? Infelizmente pouco conhecidas.
Famoso  escritor, no início do século XX, afirmou: “ Haverá que aparecer um Einstein da psicologia”.
Talvez intuiu que as leis fizeram progredir a humanidade no mundo físico e o desconhecimento das leis que regem o mundo imaterial nos deixaram ainda na Idade da Pedra, tamanha são as barbaridades que vemos na convivência com os demais e consigo mesmo também.
Repetir que o ser humano não vive bem é cair num lugar comum que nem vou me estender nesse assunto.
Mais eloquente que o fato de não sabermos, com certeza, de onde viemos e para onde iremos depois da morte física, o que, provavelmente com o conhecimento das leis universais, no aspecto metafísico, já nos teria desvendado, é a prova cabal que faltam conhecimentos adequados nesse campo que urge cada um descobrir.
Ontem, estava caminhando, subindo uma ladeira, quando cruzei com um casal de velhinhos, desses de 80 a 90 anos, subindo também, bem lentamente, a passos pequenos demais.
Passei por eles, como muitos passavam, mas resolvi parar e voltar. Falhei-lhes que podiam parar um pouco e descansar e alertei de outros perigos como tombos, etc.
Fui embora, então. Que sensação boa me invadiu. Aquilo tão pequeno me fez bem. Será que foi consequência de uma lei universal que tem como princípio universal que enuncia “fazer o bem aos demais”?
Será que o amparo da lei é o que me trás felicidade?
Se não parasse, seguiria com minhas preocupações e perderia a oportunidade que, parando, segui me sentindo bem.
Para você que me lê, vou deixar claro minha posição. Sou ignorante, na correta acepção do termo, sobre esse assunto, mas vivi muitos fatos na vida que me fazem intuir e pressentir que existe uma outra face do Universo que devo conhecer. É o que atualmente estou empenhado.
Daí a minha atração pela frase, de certa forma enigmática , que dá título a esse artigo.
Se não é o ouro...o que paga dívidas no mundo imaterial?
Afinal que leis são essas que existem no universo imaterial?


Paulo R P Menezes

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Reflexões sobre frases famosas. Einstein “COINCIDÊNCIA É A FORMA QUE DEUS ENCONTROU PARA PERMANECER NO ANONIMATO”




Reflexões sobre frases famosas. Einstein. “COINCIDÊNCIA É A FORMA QUE DEUS ENCONTROU PARA PERMANECER NO ANONIMATO”

Existe o acaso. fatos que acontecem que não tem a ver nada com nada, mas,,,
A coincidência é misteriosa e enigmática.
Em1982, em uma cidade longínqua, cruzei com uma pessoa. Treze anos depois ela me entra em um lugar em São Paulo, uma cidade de 15 milhões de seres, no meio de centenas de pessoas e, como um imã, quando percebi, ela estava ao meu lado. Estamos juntos após 25 anos; até hoje. Coincidência?
E você leitor, sei que vários teriam muito o que contar quando achou o amor de sua vida. Eu sei que forças invisíveis moveram “seus pauzinhos”. Coincidência?
Um dia li que ”o bem aos demais, realizado no momento oportuno, se torna uma benção”. (1)
As vezes, estamos sem saída na vida e, mágicamente, abre-se uma porta inesperada e escapamos do problema com a mão de alguém. Coincidência?
Tinha terminado um serviço profissional... iría ficar sem emprego. Não via uma saída.
 Um amigo, que considero um irmão, foi chamado para ocupar uma vaga aberta em uma empresa. Ele disse que estava empregado, mas sabia quem resolveria o problema desse empregador: “É o Paulo” disse. Fui chamado e contratado e resolvi meu problema profissional acima do que esperava. Coincidência?
Entrei de carro numa cidade grande e não sabia chegar num lugar. Parei num cruzamento e uma pessoa que estava num automóvel do lado, disse-me: Siga-me que lhe levarei ate lá”. E assim foi. Sou grato até hoje a esse desconhecido. Coincidência? Por que nesse motorista surgiu a idéia de me auxiliar? Mudar todo o seu trajeto? Quem colocou esse pensamento nele? O acaso?
Enfim...fui muito auxiliado...não chegaria até aqui se não encontrasse muitas almas generosas pelo caminho.
Um dia chegou a minha vez.
Um familiar me apresentou um problema muito grande. Na época senti-me pequeno e pensei que era além das minhas forças. Tinha que vencer meu comodismo e até mudar um pouco a minha vida e vencer a minha falta de vontade. Não seria fácil.
Uma voz dentro de mim disse: "Ajuda a qualquer preço!"
Segui a voz. Depois de anos, hoje, estou feliz.
Para esse ser, ele pensa que falou com a pessoa certa e foi uma coincidência.
Para mim foi Deus e todo o Universo quem me sugeriu essa "missão".
Einstein estava certo. Deus se manifesta, para quem merece, colocando o seu Amor, nos seres humanos, pensamentos genialmente oportunos, de auxílio maravilhoso aos demais.
 Todos acham que o fato ou ajuda foi um mero fato, uma coincidência, mas não se iludam... foi Ele... no seu agir enigmático, misterioso e anônimo.
Quando você sentir que deve fazer um Bem, apesar de toda a sua liberdade e independência de realizar o que lhe aprouver, siga a sugestão, sabendo que você é uma entidade, criada por um Criador, que é também o Amor.
Aquele que transforma coincidências impossíveis de acontecer em fatos genialmente concretos.
Paulo R P Menezes.

(1)    Pecotche em logosofia.org.br

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A vida e o espectro absurdo da morte. Parte II. Continuação.

                                   
                                       A vida e o espectro absurdo da morte. Parte II. Continuação.


Como vinha dizendo no primeiro artigo do blog, eu, na infância era um feliz imortal. A visão da morte veio no fim da adolescência.
Não gostei. Resolvi procurar pela minha imortalidade que eu senti na minha infância. A sua também.
Dentro de um Universo gigantesco e eterno vivia um que morria: Eu. Não vi lógica.
Não haveria afinal,  maior bem do que seguir vivendo eternamente.
Queria sentir essa realidade dentro de mim, portanto, não adiantaria relatos de terceiros.
Precisava descobrir um caminho para a eternidade.
Vide em prpmenezes.blogspot.com,  o início desse relato.
O CAMINHO.
Fui, no ano passado, para a cidade de Natal, no R G do Norte.
Saindo de automovel, de São Paulo, avisaram-me que, à medida que me dirigisse para o Nordeste, o clima iria ficar mais ameno, mais quente.
Não deu outra. Eu estava obviamente, no caminho certo, comprovei.
Vamos nos transladar agora para outro mundo.
Digamos que lhe fale que existe um mundo metafísico, o tal mundo maravilhoso onde viveremos sem o corpo, sendo imortais.
Quem vai acreditar nisso? É muito duvidoso e controverso, mas é um sonho fantástico.
Pode ser que haja um caminho.
Falei assim, dessa mesma forma, para um amigo que, logo me perguntou:
- “O que você está me dizendo é uma promessa que eu só vou comprovar quando morrer, não é”?
“Na Idade Média Média, continuou, vendia-se a entrada ao céu pelas religiões após a morte, por sinal, sem nenhuma garantia”.
- “De forma alguma”, respondi.
Continuei...o grandioso é saber e sentir essa maravilha da existência ainda vivo. Sentir dentro de si que não se morre”
Amigo: “Como? De que forma saberei que não estou sendo enganado como tantos através dos séculos?
Voltei-lhe a afirmar que nenhum sábio, ou filósofo ou religioso do mundo, haveria de convencê-lo dessa fantástica realidade.
“O Gênio, afinal, é você mesmo, disse-lhe, seguindo um caminho na direção de tal realidade”.
Amigo: “Afinal, que caminho é esse?
“Sempre procurei respostas, algo a que me apegar, mas que nunca realmente preencheu meu vazio interno”...concluiu.
“O que posso lhe afirmar, completei, é similar a minha viagem ao Nordeste, à Natal, sentindo o calor gradualmente, no caso,  do mundo metafísico, o seu influxo, o que nos enche, de imediato, sem promessas e enganos, de uma grande energia progressiva para se viver, mostrando um destino, mais maravilhoso ainda, do que poderemos imaginar.
A certeza do caminho correto, teremos que sentir desde os primeiros passos, senão é um engano, uma mistificação e uma utopia.
Segue no próximo artigo.

Paulo R P Menezes

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Os filhos da Terra e os filhos da Criação.

Os filhos da Terra e os filhos da Criação.

Quando ouvi essa Voz era ainda jovem: “Os filhos da Terra e os filhos da Criação” Algo vibrou nas profundezas de mim mesmo.
Perguntei-me de quem sou filho.
Lembrei-me de Sócrates no “Conhece-te a si mesmo”.
Senti que o conhecimento de si mesmo alcançava profundidades inimagináveis, muito distante da superficialidade que a generalidade do mundo atribuía a esse desiderato.
No meu interno surgiu então,  uma inquietude...Escolha a opção: Filhos da Terra ou filhos da Criação. Veja a seguir.
Dentro da imensidão de infindáveis bilhões e bilhões de anos terrestres, eu viverei com um Terráqueo de vida ínfima de meras dezenas de anos, os filhos da Terra... ou respirarei, aqui na Terra mesmo, sentindo-me indissoluvelmente integrado à palpitação da existência Universal, como um ser Cósmico?
Faça a sua escolha!
É tão simples. É uma questão de pensar no Todo e em todos os humanos ou pensar apenas em si mesmo, apenas em sua vida, no seu mundo familiar, seu mundo profissional, seus divertimentos, enfim...
É uma questão também de se consubstanciar com a vida universal conectando o meu pequeno mundo interno, limitado, com a imensa grandeza do Universo material e imaterial metafísico.
Logicamente, não é só uma questão de afirmar: “eu sou filho da Criação”. A “Voz” sugere uma mudança de conduta e de comportamento, mudança no próprio mundo interno e no diário viver dia após dia.
Sabemos, recorrendo ainda a Sócrates, revertendo o olhar para dentro, que algo nos diz que fomos criados para viver com grande ânimo e com alegria de viver, apesar dos problemas e dificuldades que serão, mais dia ou menos dia, superados inexoravelmente. Depende de nós sendo filhos da Criação.
Dar a própria vida, com palavras e atos, um conteúdo.

Paulo R P Menezes.

PS: O título do artigo é de pertinência de Carlos B G Pecotche.

sábado, 2 de julho de 2016

A vida e o espectro absurdo da morte.


Eu era criança e sinceramente nunca me afligiu que eu iria morrer um dia porque, simplesmente, eu olhava dentro de mim e não existia a morte.
Com o fim da adolescência, em determinado dia, aconteceu o pavor. Eu morreria. Que coisa ruim não?
Vivia tão feliz no mundo dos imortais e, de uma hora para outra, essa desgraça.
Era extremamente desagradável conviver com essa realidade.
Fiquei sem opção. Teria que correr atrás da minha imortalidade de novo.
Foi um verdadeiro inferno.
A imortalidade tem uma lógica, eu pensei. Alguém me deu consciência e com ela mesma, olhava para o céu à noite e observava a natureza fantasticamente eterna e maravilhosa...menos eu. Será que não faria parte também dessa eternidade?
Isso era tudo para mim! Resolvi dedicar toda a minha vida nessa descoberta...
Afinal, qualquer tesouro material, por melhor que fosse, seria ínfimo frente a essa realidade.
Eu queria fazer parte do Todo e não ser apenas um mero Terráqueo.
Comecei a pesquisar em vários lugares, nas filosofias e religiões do ocidente e do oriente, já na juventude.
Tomei contato com centenas que juravam saber da existência da vida após a morte e que descreviam detalhes deslumbrantes ou aterradores desse outro mundo.
Não adiantava. Achava que havia muita ficção, muita invenção.
Você leitor, eu pergunto, serve para alguma coisa eu afirmar que existe essa vida eterna, ou não existe?
Claro que não. Eu queria, como você também quer...eu mesmo, nós mesmos sentimos que existimos.
Esse vazio, ninguém, por mais convincente que fosse, preencheria. É tarefa de cada um.
Descobri com certo desapontamento, que era uma questão que afligia milhões de seres humanos igualmente.
Mesmo os que acreditavam, através dessas mesmas religiões e filosofias, nesse mundo metafísico...a dúvida, no fundo deles, os carcomiam.
Li que os cientistas também buscavam esse tremendo mistério, pesquisando nossas origens nos primatas, querendo descobrir o nosso elo desde a nossa criação com o nosso criador.
Em certo dia, não posso dizer que não fui ajudado, através de uma ideia assombrosa, abriu-se um portal.
Todos procuravam a eternidade “por fora”de si mesmo.
Afinal o tal mundo que se viveria sem precisar “do corpo” não já existia dentro de mim?
Eu não sou composto de um mundo interno onde os pensamentos e sentimentos independem desse mundo físico?
Eles vivem sem tato, sem sabor, sem audição, sem visão e sem cheiro.
Eu já não tinha parte desse mundo que eu ansiava tanto que existisse, dentro de mim?
O caminho não seria então, buscando por dentro e não por fora?
O assunto é extenso e não quero cansar ninguém. Continuarei no próximo artigo.

É questão séria. A felicidade e a nossa alegria dependem muito da elucidação desse segredo.

Paulo R P Menezes.