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domingo, 9 de fevereiro de 2014

O Humano e o Divino. O caminho da Vida.


O Humano e o Divino. O caminho da Vida.

                                                             
                                                                          A misteriosa montanha  e  Caminho da Vida

                                                                          Da infância à juventude... Uma planície!
                                                                          Na vida adulta ... o caminho fica íngreme!
                                                                          Difícil de andar e subir.
                                                                          Lá ao longe...na montanha...
                                                                          Vê-se os que se agarram ao solo resvaladiço    
                                                                          Para não despencar ribanceira abaixo...
                                                                          E avançar penosamente no caminho da Vida.

"Essa estória é uma ficção. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência".

Quando me dei conta, já estava no "caminho". Era o Caminho da Vida onde todos nós entramos, trilhamos  e, inexoravelmente sairemos.
No início despertou em mim observar a natureza humana da qual fazia parte e senti uma espécie de decepção por achá-la tão frágil e por estar vivendo num planeta tão inseguro.
Foi desagradável ver que existia a morte que levava embora ricos ou pobres, adultos ou crianças e quem sabe a mim, prematuramente?
Senti  enquanto andava uma fraqueza na minha psicologia e também em muitos, fraqueza manifestada por defeitos, e, sem querer me estender, desconhecimento do por quê desse caminho.

Em resumo: Essa era a Natureza Humana e afinal onde vim parar.

Por outro lado havia o Divino, um Deus que eu deveria adorá-lo, falar com Ele e que me daria proteção total para meu presente e futuro nesse andar.
Os que marchavam comigo se achavam íntimos de Deus, porém pelos fatos que ia observando parecia que não havia proteção alguma.
Muitos já cansados pediam melhoras que quando vinham pareciam pequenas migalhas de pão. Quase nada! Mesmo assim espalhavam aos quatro ventos que eram protegidos!
Afinal além de frágil ser humano, eu era um pecador...então o melhor era não desafiar o Todo Poderoso porque eu poderia ser colocado em um lugar pouco atraente...o inferno.
Deus estava fora de mim, no alto e longe.
Vi tantas coisas ruins que cheguei a pensar que Deus abandonou esse Mundo.
Outros me disseram: O inferno é aqui! Na Terra!

Esse é, em síntese o quadro desalentador da vida que constatei na época.

Um dia cruzei com um ancião desses que parecem que orientam as almas há centenas de anos que disse-me: - “Segue por ali!
Era uma variante. Encontrei  logo uma placa luminosa que dizia:
“Todo ser contém na sua constituição  uma natureza humana e uma natureza divina”
Fiquei curioso. Não entendi, mas chamou-me a atenção e segui nessa variante.

(Um adendo: Se você tem filhos ou netos, vai ter a oportunidade de ver neles a nossa natureza divina manifestada na graça, na pureza, na inocência dessas criancinhas e, como diz minha filha Diana: “nunca vi tanta fofura” nesses pequeninos)

Continuando:
Dois km depois apareceu um outro luminoso:
“A sua natureza humana vive. A sua natureza divina existe porque é uma partícula de Deus” Você vive e existe.
Outros andavam próximos a mim nessa nova rota e, atônito constatei que sabiam transformar ladeira em planície!
Alguns adquiriram o poder de voar por cima de obstáculos e se os viam lá na frente em fração de segundos!
Vendo meu assombro eles se viraram na minha direção e exclamaram:
- “Aquele guia que você encontrou vem nos ensinando “transformar em fáceis as coisas que aparentemente são difíceis” (*)

Os tempos passaram...

Entrei na trilha da vida com uma imagem ruim e vou sair com outra animadora porque consegui entendê-la em pequena parte.
Eu e você não somos tão fracos assim.
A novidade: Somos mesmo compostos de uma natureza humana e outra divina.
Essa natureza divina é uma partícula de Deus que temos dentro. É Deus mesmo, daí termos a imortalidade e a  grande energia do Universo dentro de nós
A medida que somos melhores, nos aperfeiçoamos e evoluímos sentimos emergir de dentro a nossa natureza divina. Aproximamo-nos “Dele”. É questão de nos tornarmos merecedores dessa força e usá-la para fazer o bem.
E assim vão desaparecendo, os problemas o vazio, os temores...

Fim da estória fantástica...ou História?

Paulo R P Menezes.
(*)crédito sobre as concepções emitidas: vide logosofia.org.br.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Algo inteligente sobre a depressão e problemas

CARTA DE PAULO GALVÃO PARA A AMIGA RUTE.

Minha cara Rute,
Você deve estar desorientada pela inexperiência em lidar com depressões, mas — se isso te servir de algum consolo — depressão é a doença do século XXI. Um número cada vez maior de pessoas tem sido vítima desse problema sério.
O importante é, primeiro, resistir à fase aguda, pois ela pega o sujeito de surpresa e, pela inexperiência, a gente fica atordoado e costuma perder a orientação. Conheço pessoas que largaram tudo o que estavam fazendo, inclusive parando estudos universitários quase findos, porque de repente foram tolhidas pela depressão.
Vou tentar lhe passar algum elemento de ajuda. No livro "Deficiencias y propensiones del ser humano", González Pecotche assim começa o disgnóstico de uma propensão que leva fatalmente à deprê: a propensão ao desalento que, ensina ele, "cunde en el ser por fracasos o reveses reiterados". Acho que o seu caso é de um revés único, porém muito violento e repentino.
Também nos diz Pecotche que ela "se manifiesta como incapacidad del sujeto para afrontar situaciones penosas, sumándose a ello la incomprensión de lo que le sucede, cuyas causas a menudo presume ajenas a sus culpas".
Em geral as pessoas se acham muito fortes — quando estão bem. Porém basta que algo ruim lhes aconteça de manhã cedo para logo exclamarem: "Estragou meu dia!" Pense bem o que ocorreria se o problema fosse sério mesmo. Na verdade, o principal inimigo está dentro de nós: a incapacidade para enfrentar situações penosas, para resistir e buscar dentro de si mesmo a força para arrojá-las e vencer na luta.
Nós temos uma capacidade moral que só aparece mesmo nos momentos mais difíceis, quando descobrimos que nossos recursos eram muito maiores do que pensávamos. Por que criar obstáculos ao surgimento deles quando necessitamos encontrar a força moral dentro de nós mesmos?
Nesse momento, acho que o mais importante é mesmo resistir, reunir forças para, passado o susto inicial — a fase aguda —, você conseguir reagir com a cabeça erguida.
Também é importante nunca pensar nesses intervalos de tristeza profunda. "Pensar" significa, nesse caso, trazer à mente seus principais propósitos, criados pela função de pensar, e tomar decisões a respeito deles. Se a pessoa pensa em seus propósitos nestas situações, nenhum deles lhe parecerá válido. Conheço um rapaz que estudava Engenharia no último ano, e largou tudo quando perdeu sua mãe; uma moça que estudava Letras na Federal, já quase no final do curso, também trancou a matrícula por causa da depressão que lhe destruiu o ânimo. Nesses momentos, como ensina González Pecotche: "La inclinación del ánimo al desaliento invalida un tanto la faculdad de pensar y oprime la sensibilidad, privándola de una de sus manifestaciones más bellas: la que hace reverdecer las esperanzas y mantiene vivo el anhelo de un futuro mejor".
Meu conselho, então, é que agora você não tome nenhuma decisão que comprometerá seu futuro. Você deve se concentrar numa coisa apenas: resistir a esse "tsunami", diminuir seu tamanho, até torná-la uma onda comum. Para isto você vai precisar de muita paciência.
Como lhe disse, o importante é não aumentar o problema, mas diminuir seu tamanho. Infelizmente, existe outra propensão denominada "Ao desespero", descrita por Pecotche também. Em um parágrafo ele ensina:
"Acompaña por lo general al propenso un pensamiento obsesionante que le hace ver todos sus males como irreparables y sus problemas imposibles de resolver. Este sujeto revela impaciencia, inseguridad y gran descontrol mental, factores éstos que confluyen en desasosiego, cuyo escape es el estallido nervioso. Llegado a este punto crítico, el afectado acusa un sensible debilitamiento de la voluntad".
As pessoas que se desesperam e desistem de tudo nas fases depressivas foram tomadas por este pensamento terrível: a propensão ao desespero. É preciso impedir que ele atue nestas situações de grande sofrimento.
Sei que não é fácil enfrentar uma depressão tão violenta como esta que te acossa no momento, mas ofereço minha ajuda para lhe transmitir tudo que conheço a respeito dessa doença.


Um abraço do amigo, Paulo Galvão
(*) foram mantidas as citações do livro em questão em espanhol que é o idioma original.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Os próximos 100 anos. Comunicado à Humanidade no ano de 3021 DC.


Os próximos 100 anos.
Comunicado à Humanidade no fim do ano de 3021.

Após séculos de terríveis dificuldades e sofrimentos, a humanidade começou a cair em si. Como conclusão de diversos Congressos ao redor do mundo, foi designada uma autoridade máxima, para levar a todos os cidadãos da Terra, as conclusões dramáticas e novas esperanças para o bem futuro do mundo.
Eis a declaração: 

"Cidadãos e Cidadãs do planeta Terra," expressa o Secretário geral da ONU.

“Findamos o ano de 3021 no século 22 DC”


" É com profundo pesar que, depois de nos reunirmos em Assembléia Geral, concluímos com tristeza: Carecemos de  inteligência para resolver os nossos problemas globais e individuais”.
“O brilhantismo pessoal de uns poucos não ultrapassou a superficialidade”.
“A imensa e assombrosa tecnologia nada acrescentou a moral e ética humanas”.
“O mundo terrestre é atrasado há milhares de anos. Teremos inevitavelmente que reverter esse fato." Existe uma esperança”.
"Para tal declaração tivemos que combater nossa vaidade exacerbada e nossas ânsias de domínio mundial para vermos essa triste realidade." “Ver esse realidade já é um grande avanço na evolução humana”.
“O lustro superficial que o estudo oficial nos dá e o endeusamento pessoal que equivocadamente foi proporcionado aos que acumularam imensos bens materiais, encobriu a causa de um problema que não conseguimos mais esconder: A decadência da nossa Civilização tanto Ocidental como Oriental”.

“Os seres civilizados que compõem nossa civilização estão desaparecendo independente de sua classe social”.
“Em níveis mais baixos, impera a brutalidade e a violência desenfreada que muitas vezes nos atinge como um todo”.
“Não aprendemos a conviver: Nem entre países, nas famílias e nem individualmente uns com os outros.
“Vivemos mal internamente”. Avança a indústria dos anti-depressivos”
A nossa filosofia não impediu que o egoísmo e outros defeitos existentes entre as Nações, hoje grassem dentro das famílias destruindo-as.
“Ver também essa verdade não nos desanima, pelo contrário, já é um enorme passo”.
O pensamento que um ilustre grego expressou há 3000 anos, não se materializou: "Conhece-te a ti mesmo."
“Reina a hipocrisia: um fingir que se é bom, alegre e feliz”.
‘Persiste a miséria física, moral e espiritual em nossa Urbe”.
“As nossas crianças estão com um destino incerto em todos os sentidos”.
‘Estamos divididos por dezenas de Deuses que levam nossos países e nossos cidadãos à guerra já por dezenas de séculos. As três maiores religiões do planeta corroboram minha exposição’.
“Os Deuses que cultivamos em cada religião é de um conceito tão pequeno, tão pequeno que em nada se assemelha ao verdadeiro Deus que deve existir por cima de tudo:
Deus da imensidão, do eterno, do amor e da Sabedoria, entre outros atributos”.
“Estamos nas mãos de intermediários, entre os homens e Deus, de moral duvidosa’.

“Enfim a nossa cultura foi totalmente voltada para o externo e até o presente momento ignoramos as evidências, os sinais e a intuição de gerações passadas, que por volta do ano 2020, alertavam sobre a cultura interna que deveríamos construir em nós mesmos para deixarmos de sermos homens-massa para transformar-nos em indivíduos”.
“Sabemos que as civilizações nascem, desenvolvem-se e decaem surgindo outra que a substitua.
Nem tudo está perdido. Existem seres em várias partes da Terra, seres de valor, preocupados e inquietos com a situação. Existe uma reserva moral na humanidade...ainda”

“Os problemas se resolvem quando se descobrem as verdadeiras causas dos mesmos.” “Por mais duros que sejam”

“Portanto, nesse período álgido que vivemos, criamos uma Comissão Mundial para examinarmos se existe no  Planeta uma nova cultura em formação que leve a humanidade a superar seus problemas.
Por documentos que preservamos do ano 1960, algo concreto existe na América do Sul”.
“Se cada ser humano for corretamente orientado para que ele, por meio dele mesmo, por esforço próprio, supere suas dificuldades e defeitos, a soma será uma humanidade melhor”.
“Daí a necessidade de uma nova cultura com novos conhecimentos orientadores”.
“Os resultados dos trabalhos já são alentadores. As evidências indicam sua origem no delta do Rio da Prata”.
Encerrou dizendo: "Sei agora que dias melhores virão”. Está ressurgindo, por isso, a confiança no futuro.
Esse século XXI não foi mais um século perdido”. Feliz século XXII!

Paulo R P Menezes.


PS: Inspirado nas informações: Nos grandes pensadores da antiguidade, Voltaire, "Ascensão, Grandeza e Queda das Civilizações" (Alexandro Deulofeu), "Uma breve história do mundo." (G. Blainey)

No conteúdo: González Pecotche (Logosofia).

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Os problemas.


Os problemas.
Sabemos que são vários:
Financeiros ou de saúde
Psicológicos: desânimo, tristeza, pessimismo, stress, depressão e medo de morrer e de tudo
Temperamentais e sociais: desentendimentos, raiva, rancor, antipatia, irritabilidade...
Existenciais: a vida e a morte, deus, de onde viemos e para onde iremos, vida sem sentido e viver sem saber por que.


É completamente fora da lógica, como diria os Gregos, que viéssemos à Terra para viver tamanho inferno sem sentido. O Criador do Universo material e imaterial de onde provém o amor que tudo interpenetra, não criaria semelhante destino para os humanos.
A humanidade, que sou eu e você também, já se apegou a tudo nesses últimos 3000 anos: filosofias, religiões, divertimentos para amenizar a vida dura e nada de diminuírem os tais problemas.

A impressão que se tem é que algo de muito profundo não foi compreendido.

Querendo-se ou não vive-se dentro de uma redoma de vidro opaco chamada "vida".
Pouco se vê fora dela por falta do translúcido. Nada vemos nem antes da vida nem o que será depois.
Grande é a miopia frente a imensidão do Universo físico e metafísico.

Na nossa constituição interna temos uma uma parte real e ativa: a espiritual. 
A espiritual é a "visão" fora da "redoma" e é a nossa conexão com o imenso universo imaterial fonte de energia pura.
Na medida em que propiciamos a manifestação dessa nossa natureza espiritual na nossa vida aqui e agora na Terra, consubstanciamo-nos com essa energia mesma que é a força que  se opõe e nos faz superar a maioria dos problemas.
Daí a sugestão de se realizar um processo de evolução consciente(*) que é o caminho que nos leva a fortalecer a vida e conectarmos com essa mesma energia, pois na medida que nos tornamos melhores, tornamo-nos merecedores de vivermos com mais vigor, mais fortaleza e feliz.
Fica a pergunta: Sendo cada vez melhores, no fundo, não será o caminho que nos aproxima do nosso Criador?

Paulo R P Menezes.
(*)  logosofia.org.br

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Mensagem ao meu neto Eduardo que chegou hoje à Terra. 28/10/2013


Querido Dudu.

Chegou o dia de você vir para cá!

Sei que veio com duas missões.

A primeira é de unir o amor de seu pais e prolongá-lo para sempre.

Assim quer a Criação e,  anelo que seus queridos pais se identifiquem com essa eloquente linguagem que você trouxe dos confins do Universo,  que indica aos seres se perpetuarem na família através das gerações.

Sua segunda missão: Buscar nessa vida sua alegria e sua felicidade,  que é a forma de realmente se integrar nessa Criação genial e auxiliar aos demais a encontrá-las.

Nós somos gratos pela alegria que estamos vivendo à Quem tudo criou com amor.

Boa sorte e muitas realizações!...do seu avô

Paulo R P Menezes.
PS: Dudu: Filho de Sérgio e Diana. Nasceu às 6:30 h.

domingo, 6 de outubro de 2013

Afinal...Quem sou eu?

   Demorei para perceber que um dos grandes enigmas era eu mesmo.
   Olhava para dentro de mim e sentia que estava vivo. Pronto, estava respondido. Algumas virtudes e defeitos... Não é bem assim.
   Há alguns anos vinha estudando que esse “eu” poderia ter muito mais anos do que um período de vida física. Achei lógico porque quando era pequeno eu sabia certas coisas de Meteorologia sem ninguém ter me ensinado, ciência que viria depois a estudar como “hobbye”. Então pensei, falando sozinho comigo mesmo: “É...aprendi isso “antes” de nascer...devo ser mais velho.
   Depois tomei contato com uma concepção que eu seria uma dualidade física e espiritual com o meu psicológico no meio das duas.
   Começou a complicar esse quem sou eu, mas logo veio a minha mente que quando o físico estava dormindo um gênio se aproveitava e produzia sonhos geniais e inéditos como acontece com todo o mundo. Que nem o filme “O feitiço de Áquila”. Esse gênio poderia com toda certeza fazer parte do meu eu! Falo que era um gênio porque pelo enredo dos sonhos sentia que ele sabia manejar bem a minha mente.
   Estava tudo tão”simples”. Agora vai-se ampliando de forma interessante porque esse que produz os sonhos deve ter demorado séculos aprendendo a fazer isso. Conclusão esse eu também, que integra a minha constituição como indivíduo, é muito mais velho!
   Outros fatos surgiram. Comecei a me interessar pela “Evolução Consciente”(1). Na sequência começou a emergir de dentro de mim uma vontade de ser melhor, de querer aprender sobre os mistérios da Criação, procurar superar meus defeitos, desânimos e tristezas e também sentir que, se aprendi alguma coisa deveria ajudar aos demais.
   Dando continuação à pesquisa sobre a Evolução na fase consciente , senti-me mais lúcido, feliz e começei a desconfiar que dentro de mim havia algo grande. Como sabia que a minha vida anterior era meio sem graça, apesar das muitas diversões e que agora vivia mais alegre, pensei: - “Estou vivendo  e sentindo com a outra parte que existe em mim”. Era eu mesmo também, mas muito melhor. Era pena que esses momentos bons eram esporádicos, porém aprendi um ponto importante e um dia escrevi:

- “Vai se delineando que “Quem sou eu” é muito surpreendente; A vida física é o presente momento de um tempo e uma vida que vem de muito longe no passado e seguirá muito depois mesmo na imensidão do futuro”.

   Vou abrir um parêntese. Eu tenho uma Tia que vive me dizendo e insistindo em função dos estudos que fez, que as deficiências humanas, de acordo com o que ela percebeu no livro “Deficiências e Propensões do Ser Humano” (1), são um atraso  de vida. Cita que chegou a hora de mostrarmos virtudes e não fingi-las que as temos, pois a humanidade vem se comportando assim há séculos e não deu certo. Criando-as em nós mesmos, o Universo permitiria que despertássemos nas “esferas superiores”, segundo ela entendeu.
   Então me veio uma “luz”, um entendimento, uma compreensão:
   Quando me interessei pela minha evolução e comecei a melhorar combatendo meus defeitos, atraiu a minha parte mais inteligente, emergiu de dentro também a minha constituição que contém os melhores sentimentos. Surgiu esse “eu” que me fez ver a vida como uma oportunidade maravilhosa e que ao mesmo tempo me faz sentir um grande alento, um ânimo que me leva a superar meus problemas psicológicos e existenciais, ser mais grato e amável com os demais e compreender aos poucos a grandiosidade da Criação, de Deus e seu Amor. O vazio e a solidão vão desaparecendo gradativamente.
   Descobri que posso viver e sentir a vida com apenas o frágil físico e psicológico de uma forma limitada OU somando com a potente vida espiritual de característica mais ilimitada, mais permanente, mais imensa e eterna. Pense: Não é melhor eu viver com o meu espírito também?
   A questão é fazer predominar a segunda sobre a primeira.
   Estou nesses primeiros passos descobrindo quem sou eu, porém importantes.
   Não somos um “eu” tão pequeno como imaginava tempo atrás.
   Temos que ser melhores do que nós mesmos. A luta não está ganha e o importante é continuá-la.

   Cheguei até aqui. Você que leu...Quem é você?

Paulo R P Menezes

(    (1)    Livro e Conceito utilizado por Gonzalez Pecotche em logosofia.org.br.

sábado, 7 de setembro de 2013

O Pacto

Aniversário do Péricles marido da minha filha Luciana.
Ali na sala todos os parentes próximos brincando e conversando animadamente.
O Antônio, pai do meu genro, comentava que essas reuniões faziam muito bem a ele aliviando, inclusive, problemas da vida diária com o que vários logo concordaram.
Estávamos eu e ele observando aquela reunião maravilhosa, olhando o casal, nossos filhos e pensamos algo bom e quase no mesmo momento:
- "Essas reuniões têm que continuar através dos tempos, dos nossos descendentes"! ele afirmou.
- "É bom ver um casal unido já há alguns anos", expressei.
Nesse clima alegre surgiu então o pacto que foi a junção ora de uma frase minha e ora de um idéia dele, pois sabíamos no fundo dos perigos de um casal, andando pelos caminhos do mundo, conseguir atravessar a vida tendo êxito. Eis então o que dissemos para todos ouvirem:

"Que nós nos empenharíamos com todas as nossas energias para sempre auxiliar o casal nos momentos difíceis seja no relacionamento ou em incompreensões ou no que for"
"Que acima de tudo,  colocaríamos o casal, sem nunca tomar partido de um ou de outro. A instituição do casamento é maior do que as partes que a formam".
"Que acima da nossa felicidade colocaríamos a felicidade deles."

Logicamente, enquanto falávamos, rimos muito, recebemos apartes e levamos num tom de brincadeira.
Com um brinde e um grande abraço selamos alegremente esse pacto.

No outro dia foi que percebi que era sério o que aconteceu. Estávamos apenas querendo preservar e unir o casal e as nossas famílias. Coisa importante.
Afinal hoje viviam num mar calmo, mas declaramos que estaríamos preparados para ajudar a enfrentar as tempestades que poderiam ocorrer, normais em uma vida de casado.


Paulo R P Menezes.